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A
DENGUE
A
dengue é a mais importante arbovirose – virose transmitida
por artrópodes – que afeta o ser humano atualmente. Ela
constitui um sério problema de saúde pública no
mundo, especialmente em países tropicais onde as condições
do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação
do Aedes aegypti, seu principal transmissor. A doença se tornou
endêmica no Brasil em meados da década de 90, ocasionando
repetidas epidemias em muitas cidades e favorecendo, inclusive, a ocorrência
da temida forma hemorrágica.
A
transmissão do vírus é feita através da picada
do mosquito fêmea infectado, seguindo o ciclo: homem – mosquito – homem.
No homem, o período de transmissão começa um dia antes do
aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença – período
em que o vírus está presente no sangue. Após se alimentar
de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus,
depois de 8 a 12 dias de incubação. Uma vez infectado, o mosquito
permanece assim até o final de sua vida (5 a 7 semanas). Não há transmissão
por contato direto com um doente ou com suas roupas, nem através de fontes
de água ou alimento.
O MOSQUITO
O
Aedes aegypti foi erradicado diversas vezes do
Brasil. Após
sua reintrodução, em 1976, na cidade de Salvador,
o mosquito foi detectado no Rio de Janeiro no ano seguinte, instalando-se
definitivamente no território brasileiro. Esse mosquito
está adaptado ao ambiente urbano e é o principal
responsável pela transmissão dos vírus
da febre amarela e da dengue.
Esse
mosquito possui menos de 1 cm de comprimento e pode ser reconhecido
por sua coloração preta e marrom escura e por
pequenas manchas branco-prateadas no abdômen e nas pernas,
nitidamente visíveis a olho nu. No tórax, parte
superior atrás da cabeça, onde se encontram
as asas, podem ser vistas duas faixas curvas laterais, também
prateadas. Quando em repouso, pousam com as duas últimas
pernas levantadas, sendo fácil a visualização
de pequenos pontinhos brancos em toda perna.
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Apenas
as fêmeas são hematófagas. Elas costumam picar nas
primeiras horas da manhã ou no final da tarde, tendo preferência
pelos pés ou parte inferior das pernas.
Uma
fêmea do mosquito Aedes aegypti, quando infectada pelo vírus,
pode dar origem a gerações de mosquitos infectados, colocando seus
ovos no ambiente. Na fase larvária, esses vivem em água parada. É muito
comum encontrá-los na água armazenada para uso doméstico
ou em qualquer lugar onde haja água limpa acumulada. Todos os grupos de
pessoas, independente de sexo e idade, são atingidos igualmente, ressalvando-se
situações especiais em que determinado grupo se exponha
mais ao vetor.
OS SINTOMAS
Em
bebês e crianças pequenas, a dengue apresenta-se de modo geral,
como uma doença febril indiferenciada; nos escolares a doença geralmente
se manifesta com sintomas leves; o adulto, ao contrário,
apresenta sintomas mais acentuados.
Para saber quando uma pessoa está contaminada pela doença, são
observados os seguintes sintomas:
•
Febre alta - muitas vezes passa dos 40º e perdura por vários
dias.
•
Dores de cabeça, olhos, músculos, ossos e articulações – por
estes motivos, a dengue também é conhecida como "febre de
quebra-ossos".
•
Podem aparecer manchas avermelhadas por todo o corpo e, em alguns casos, é possível
ocorrer sangramento da gengiva e do nariz.
•
Outros sintomas são falta de apetite, fraqueza e indisposição.
Existe
outra forma da doença, a dengue hemorrágica. Os sintomas
iniciais são os mesmos da dengue comum. No entanto, quando a febre acaba,
surgem sangramentos e a pressão arterial caí, os lábios
ficam roxos e o infectado, além de fortes dores no abdômen, alterna
sonolência com agitação. As hemorragias mais comuns são
as gastrintestinais, cutâneas, gengival e nasal. A dengue hemorrágica é muito
perigosa e pode levar a pessoa à morte.
A
pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar
medicamentos para aliviar as dores e a febre. Não devem ser usados remédios
a base de acetil salicílico, como Aspirina e AAS. Toda pessoa que apresentar
sintomas da doença deve procurar imediatamente um médico ou um
posto de saúde.
Combate
ao Aedes aegypti
Para reduzir a incidência de mosquitos ao redor de sua residência
ou bairro, evite o acúmulo de água parada, que possibilita
a prolifera ção dos mosquitos, com algumas medidas simples:
•
Descarte ou esvazie regularmente latas de metal, recipientes
plásticos, vasos de cerâmica e outros recipientes que
retêm água (incluindo latas de lixo) existentes em sua
propriedade.
•
Cuidado especialmente com pneus descartados que possam
estar em sua propriedade. A água parada em pneus é um
local comum para a proliferação dos mosquitos.
•
Faça furos na parte inferior de recipientes recicláveis
que são deixados ao ar livre, para que a água possa drenar.
•
Limpe as calhas entupidas do telhado e remova todas as
folhas e os detritos que possam impedir o escoamento da água
da chuva.
•
Emborque as piscinas de plástico e os carrinhos de mão
quando não estiverem em uso.
•
Mantenha as piscinas limpas e adequadamente cloradas; remova
a água parada de coberturas de piscinas.
•
Ajardine a área externa de sua propriedade para evitar que água
se acumule.
•
Mantenha a sua caixa d’ água muito bem tampada.
•
Nos pratinhos de vasos de planta, a água deve ser sempre escorrida.
Caso seja possível, retire-os ou faça furinhos.
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• Nos
ralos de sua residência, verifique se há entupimento.
Se houver, providencie o imediato desentupimento.
Mantenha-os sempre tampados.
• Lave o recipiente de água do seu animal de estimação
com sabão e água corrente pelo menos uma vez por semana. Troque
a água diariamente.
• Em
lagos e cascatas decorativas, mantenha sempre a água
limpa. Crie peixes nesses locais, pois eles se alimentam das
larvas
do mosquito.
• Caso
sua residência possua cacos de vidro nos muros, coloque
areia naqueles que possam acumular água ou quebre-os para
que a água possa escoar.
• Em recipiente de água mineral, lave bem o local onde a água
fica acumulada sempre que for trocar o garrafão.
• Evite acúmulo de água em plantas, como bromélias.
• Verifique sempre as áreas que podem reservar água no interior
da casa, como vasos sanitários desativados e bandejas de geladeira |
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