:: Comparação com LI ::
A Pesquisa Larvária (LI)
A pesquisa larvária consiste na vistoria das casas pelo agente de saúde para procura de possíveis criadouros e é, atualmente, o mais utilizado método para a rotina de monitoramento do mosquito Aedes aegypti (Díptera: Culicidae). A conformação desse processo metodológico data da década de 1920, quando foram desenvolvidos os índices Predial e de Recipientes. Em 1953, operacionalizou-se o índice de Breteau, que é considerado até hoje, no que diz respeito ao dengue, um dos principais índices de predição de risco de epidemia .
Pontos fracos da Pesquisa Larvária
A despeito de sua importância, verifica-se, todavia, que os índices obtidos a partir da pesquisa larvária revelam pouca sensibilidade quando os índices de infestação são baixos, o que compromete os programas de controle do vetor e aumenta o risco de novas epidemias. Além dessas limitações da pesquisa larvária, o número elevado de Agentes de Campo, os insumos e a mão-de-obra em laboratório elevam, significativamente, os custos para a produção desses indicadores.
Durante a inspeção dos criadouros, o agente verifica a presença de formas imaturas (larvas/pupas) e nos reservatórios positivos, ele coleta amostras e encaminha para o laboratório de referência para identificação. Após identificação da larva do mosquito, que ocorre em aproximadamente 10 dias, os dados são lançados em planilhas manuais, e depois digitados em computador para sumarização e elaboração de relatórios. Por esta metodologia a cada 100 casas, dez são vistoriadas, levando-se pelo menos 60 dias para que o agente de campo faça o levantamento larval da área de sua responsabilidade.
Outra consideração importante está relacionada à existência de larvas no ambiente, o que não necessariamente retrata a real situação entomológica durante aquele período, devido à possibilidade das larvas serem produto de posturas anteriores, pois os ovos podem permanecer no ambiente por até 15 meses e ao entrar em contato com água reiniciam a atividade embrionária completando o ciclo. Em resumo, a presença de larva não significa que existam formas adultas do vetor naquele ambiente.
O Monitoramento Inteligente e a Pesquisa Larvária
O Monitoramento Inteligente ( MI-Dengue ) foi desenvolvido para solucionar os pontos fracos da Pesquisa Larvária (LI).

O MI-Dengue demonstrou ser significativamente mais sensível que a Pesquisa Larvária em diversos experimentos científicos. Mesmo com uma amostragem até 3 vezes menor, o MI-Dengue apresenta positividade aproximadamente em 4 vezes mais imóveis que a Pesquisa Larvária, indicando uma sensibilidade 12 vezes maior (estimada).
A maior sensibilidade do MI-Dengue e a disponibilização de informações diferentes da Pesquisa Larvária indicam que o MI-Dengue deve ser utilizado para complementar o conjunto de esforços da Prefeitura no combate ao vetor.
Levantamentos com dados reais indicam que o M.I. é significativamente barato, quando comparado à Pesquisa Larvária:
